Galandum Galundaina

Galandum Galundaina faz parte da genealogia de uma região com um património musical e etnográfico único, que durante muito tempo ficou esquecido. Ao longo dos últimos 20 anos o grupo contribuiu para o estudo, preservação e divulgação da identidade cultural das Terras de Miranda, Nordeste Transmontano.

O seu trabalho de investigação e recolha, junto de pessoas mais velhas com conhecimentos rigorosos do legado musical da região, a par da formação académica na área da música, concretizou-se num sentido renovado no modo de entender as sonoridades que desde sempre conheceram. Com a sua música não procuram criar novos significados, mas antes descrever os lugares e a vida; encontrar as raízes que permitem que a cultura se desenvolva.

Para além da edição de três discos e um DVD ao vivo, o trabalho do grupo inclui a padronização da gaita-de-foles mirandesa, a construção de instrumentos tradicionais (usados em concerto), a organização do Festival itinerante de cultura tradicional “L Burro i l Gueiteiro”, bem como a produção e programação de outros festivais/eventos relacionados com a cultura tradicional.

Em palco os quatro elementos apresentam um repertório vocal e instrumental na herança do cancioneiro tradicional das Terras de Miranda, onde as harmonias vocais e o ritmo das percussões nos transportam para um universo atemporal. Das memórias da Sanfona, da Gaita-de-foles Mirandesa, da Flauta pastoril, do Rabel, do Saltério, do Cântaro, do Pandeiro mirandês, do Bombo e da Caixa de Guerra do avô Ventura, nasce uma música que acumula referências, lugares, intensidades, tempos. Para Galandum Galundaina a música não se inventa; reencontra-se.

Os álbuns editados têm tido uma excelente apreciação pela crítica especializada. Em 2010 para além da atribuição do Prémio Megafone, o álbum Senhor Galandum foi reconhecido pelos jornais Público e Blitz como um dos dez melhores álbuns nacionais. Do seu roteiro fazem parte alguns dos mais importantes Festivais de World Music/Folk em Portugal, Espanha, França, Itália, Bélgica, Alemanha, Marrocos, Cuba, Cabo Verde, Brasil, México e Malásia.

Os Galandum Galundaina foram os grandes vencedores da primeira edição dos Prémios Megafone.

SC - MTV Portugal, 18 de Outubro de 2010

Senhores de um som único e diferenciador, e que é o que de melhor e culturalmente mais relevante se vai fazendo em Portugal em contexto folk.

Miguel Trofa Pereira - O Notícias da Trofa, 8 de Julho de 2013

A riqueza melódica de Senhor Galandum consegue ser mais ampla ao abrir portas a outros instrumentos e, logo, a outras músicas que assim fazem que a etiqueta do «tradicional» seja demasiado limitada para o que aqui se ouve.

João Moço - Notícias Sábado nº231, 12 de Junho de 2010

Vale a pena ouvir, por uma vez que seja, a herança do cancioneiro mirandês por quem a sabe de ginjeira. (...) Ele há rabecas, sanfonas, gaitas de fole portuguesas e galegas, flautas tamborileiro, caixas, adufes, bombos, castanholas, pandeiretas, realejos e mais uns quantos foliões, tudo em incontrolável algazarra nume empoeirada eira mirandesa. Fosse toda a música em Portugal assim.

Ricardo Braz Frade - Blitz, Abril de 2010

...os Galandum Galundaina são um dos mais sólidos e modernos projectos da música tradicional portuguesa, rainana, ibérica..

Luís Rei - Terra Pura 18AGO10, Cronicasdaterra.com

It was hard to sit still while listening to the Portuguese quartet Galandum Galundaina, who played a regional folk music from north-east Portugal with “feel-good” songs speaking of a rural lifestyle and love. Their high-spirited, infectious tunes are still reverberating in my head.

Iris Brooks, Saturday, 04 September 2010, Theartsdesk in Borneo

Uma razão para amar Portugal. É folclore mas não é purista. É o passado como o passado deve ser ouvido no futuro. É tremendo e (não) é português.

João Bonifácio - suplemento Y, Público, 12 de Março de 2010

Música colossal portuguesa. Vêm de terras de Miranda. É mais que música portuguesa. É a futura raiz de um povo. Bordem a oiro este nome na vossa memória fixa.

João Bonifácio - suplemento Y, Público, 15 de Abril de 2005

Uma magnífica tradução moderna da música raiana.

João Lisboa - Expresso, 2 de Abril de 2010